Mulher de Osasco Sobrevive a Esfaqueamento Brutal do Ex: Salta de Carro em Movimento
Em um ato de coragem que comove a comunidade de Osasco, uma mulher de 34 anos escapou de um ataque violento perpetrado pelo ex-companheiro, sobrevivendo a uma tentativa de feminicídio que expõe as cicatrizes da violência doméstica em Osasco. Pamela Albanisa da Silva Lino, mãe de uma menina de dois anos, transformou o desespero em determinação na noite de sábado, 6 de dezembro de 2025, ao se jogar de um carro em movimento para salvar sua vida.
O Início do Pesadelo na Vila Menck
A tragédia começou em um escadão tranquilo da Vila Menck, bairro residencial de Osasco, na Grande São Paulo. Pamela conversava com amigos quando Ivan Alves dos Santos Costa, de 30 anos, seu ex-parceiro com quem manteve união estável por cinco anos, surgiu transtornado e sob efeito de drogas. Armado com uma faca, ele gritou ameaças de morte, dispersando os amigos e forçando Pamela a entrar em seu Celta preto. “Ele não aceitava o fim do relacionamento, há dois meses, e me perseguia constantemente”, relatou a vítima, com voz embargada, destacando o terror de ser monitorada até nas redes sociais.
Essa cena dolorosa reflete a realidade de tantas mulheres em Osasco e região, onde a violência doméstica não é estatística, mas uma ameaça diária que rouba a paz de famílias inteiras. Nossa comunidade sente o peso dessa luta, e histórias como a de Pamela nos lembram da urgência de apoio e proteção.
A Fuga Heroica e o Resgate Comunitário
Dentro do veículo, o horror se intensificou. Ivan desferiu um soco no rosto de Pamela, cortando seu supercílio e causando sangramento profuso. Ao abaixar a cabeça para estancar o ferimento, ela sentiu a lâmina perfurar suas costas. Sem hesitar, em um gesto instintivo de sobrevivência, Pamela abriu a porta e se lançou para fora do carro em alta velocidade. O impacto a deixou desacordada na rua, mas o vídeo chocante capturado por moradores – que a socorreram e gravaram para identificá-la – viralizou como um grito por justiça.
Levada ao Hospital Municipal de Osasco, Pamela foi atendida com cortes no rosto, hematomas e a facada nas costas, que milagrosamente não atingiu órgãos vitais. Alta no domingo, ela agora se recupera fisicamente, mas o trauma emocional ecoa na alma de quem a conhece. “Eu só queria proteger minha filha”, confidenciou, tocando o coração de vizinhos que se uniram em solidariedade.
Resposta Policial e o Chamado por Mudança
A Polícia Civil registrou o caso como tentativa de feminicídio, ameaça e violência doméstica na 9ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Osasco. Medidas protetivas foram solicitadas, e buscas pelo suspeito, que clonou o celular da vítima para vigiá-la, estão em andamento. Evidências como prints, áudios e o vídeo foram anexados ao inquérito, fortalecendo a investigação.
No estado de São Paulo, os números alarmam: de janeiro a outubro de 2025, foram 618 tentativas de feminicídio, o dobro de 2023. Isso significa duas mulheres atacadas por dia – um lembrete de que a violência contra a mulher em SP exige ação coletiva. Em Osasco, ONGs e serviços como o Disque 180 ganham relevância, oferecendo rede de apoio para quem precisa.
Pamela não é só uma sobrevivente; ela é um símbolo de resiliência para as mulheres de Osasco e Grande SP. Sua história nos convoca a quebrar o silêncio e construir uma cidade mais segura, onde o amor não vire prisão.
Fonte: G1 São Paulo.
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