Turistas Espancados em Porto de Galinhas: Disputa por Aluguel de Cadeiras Termina em Violência e Interdição de Barraca
Porto de Galinhas, um dos destinos turísticos mais badalados de Pernambuco, foi palco de um episódio chocante de violência contra turistas na última semana de dezembro de 2025. Um casal de empreendedores de Mato Grosso, Jhonny Andrade e Cleiton Zanatta, foi agredido por funcionários de uma barraca de praia após se recusar a pagar um aumento no valor do aluguel de cadeiras e guarda-sol. O incidente, que ganhou repercussão nacional através de vídeos compartilhados nas redes sociais, expõe problemas recorrentes como a “venda casada” – prática ilegal que condiciona o uso de equipamentos de praia a um consumo mínimo nos estabelecimentos.
Tudo começou quando o casal alugou cadeiras por R$ 50, sem exigência de consumo. No entanto, ao final do dia, os funcionários da Barraca da Maura cobraram R$ 80, alegando que a falta de pedidos justificava o acréscimo. Diante da recusa dos turistas, a discussão escalou para agressões físicas. Jhonny foi atingido na cabeça por uma cadeira, resultando em sangramento no rosto e dores pelo corpo, enquanto Cleiton também sofreu contusões. Vídeos gravados por testemunhas mostram os agressores perseguindo o casal mesmo após a intervenção de salva-vidas, que ajudaram os turistas a escapar e os levaram para uma viatura policial. A violência continuou até dentro do veículo, com os suspeitos tentando invadi-lo.
A Polícia Civil de Pernambuco agiu rapidamente, identificando 14 suspeitos envolvidos – todos funcionários da barraca, incluindo garçons e atendentes. Eles foram intimados a prestar depoimentos no dia 29 de dezembro. A delegada Beatriz Leite solicitou vídeos adicionais do público para auxiliar nas investigações, enquanto a Polícia Militar anunciou o reforço de patrulhas na região para garantir a segurança dos visitantes. Como consequência imediata, a Barraca da Maura foi interditada por uma semana pela prefeitura de Ipojuca, e os funcionários envolvidos foram afastados até o fim do inquérito.
A prefeitura de Ipojuca, responsável pela administração de Porto de Galinhas (localizado a cerca de 60 km de Recife), prometeu intensificar a fiscalização a partir de janeiro de 2026. Medidas incluem o reforço da Guarda Municipal, ações da Secretaria de Meio Ambiente e proibições explícitas à venda casada ou cobrança de consumo mínimo. Além disso, todos os garçons da região devem se registrar em até 15 dias, sob pena de restrições operacionais. O casal, após receber atendimento médico e registrar boletim de ocorrência, decidiu antecipar o retorno para casa, cortando curto suas férias.
Esse caso reacende debates sobre a exploração turística em praias brasileiras, onde práticas abusivas podem manchar a imagem de destinos paradisíacos como Porto de Galinhas. Autoridades locais enfatizam que o turismo deve ser seguro e justo, e pedem que visitantes denunciem irregularidades para preservar a reputação do litoral pernambucano.

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