Osasco adere à iniciativa internacional ‘Beat the Heat’ para combater temperaturas extremas e fortalecer resiliência climática
Com validação da ONU, município expande compromissos ecológicos assumidos na COP30 e consolida ações baseadas em seu primeiro Inventário de Gases de Efeito Estufa
O avanço global das temperaturas extremas tem gerado impactos severos em áreas cruciais como a saúde coletiva, o ensino, a produção de alimentos e o mercado de trabalho. Diante desse cenário de recordes térmicos sucessivos no planeta, a cidade de Osasco oficializou sua entrada no programa internacional Beat the Heat. A participação do município foi chancelada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), inserindo a administração local no mapa global de combate às ondas de calor.
A adesão dá sequência ao plano de metas que Osasco levou para a COP30, conferência climática mundial sediada em Belém (PA) em novembro de 2025. Na ocasião, o governo municipal lançou sua Declaração de Intenções para a Agenda Municipal de Ação Climática. Esse documento detalha diretrizes focadas em adaptação urbana, mitigação de danos, justiça social voltada ao clima, alianças internacionais e a modernização da máquina pública para aplicar essas políticas no dia a dia.
Entre as principais metas fixadas por Osasco estão a troca de experiências bem-sucedidas com outras cidades, a busca por inovações tecnológicas, a transição para fontes de energia limpa, o engajamento comunitário e a garantia da segurança alimentar na área urbana. A estratégia visa ainda atrair novos recursos financeiros internacionais e cooperação técnica especializada para o município.
Essa movimentação é fruto do trabalho integrado da SESAN com o Grupo de Trabalho para as Ações Climáticas, uma junta que reúne variadas secretarias municipais para desenhar respostas rápidas, planejadas e transversais frente às crises do meio ambiente.
Como suporte prático a essa agenda, a cidade, via Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), finalizou o seu primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa. O estudo técnico foi elaborado em conjunto com o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e contou com verbas do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. O relatório serve como diagnóstico científico essencial para monitorar a poluição local, balizar as tomadas de decisão baseadas em evidências e proteger prioritariamente as fatias mais vulneráveis da população rumo a um futuro sustentável.

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