Paixões ao extremo levam à perdição
Esse ambiente político/religioso é um campo minado de hipocrisia e desonestidade.
Não há positividade em quem se apaixona aos extremos… Não há luz, nem verdades, em quem se posiciona estreitamente em um determinado lado e, sem preceitos, condena o outro com a única finalidade de se ter um algoz, com exclusiva pertinência de promoção factual.
Sim, agora ele (o opressor) é o porta-voz daquela parcela de rebanhos. Criou-se bando, organização e o seu único propósito é a representação político/partidária.
Mesmo que a lucidez seja o meio termo, entre a razão e a fé, entre a Direita e a Esquerda, entre o dito “Sagrado” e o “Profano”, os extremistas preferem a representação, o confronto, a bandalheira.
Não podemos nos apaixonar por ideias fabricadas e retocadas, por “deuses” alheios (indiferentes a nossa realidade), por conceitos extremistas de contradições e negações que provoquem uma ‘desarmonia’ e que afetem as convicções das pessoas.
Há um misto de possibilidades, mas sabemos que existe apenas uma verdade: aquela que se carrega em particular.
Defenda tudo que acredita sim, mas faça isso com equilibro e com tolerância. Lute pelos os seus propósitos sim, mas sem ofensas. Sem prejudicar, nem invadir o direito do outro de pensar diferente do que você.
É isso que Jesus gostaria que aprendêssemos quando disse: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos (Mateus 5:6).”
Há sempre uma recompensa para quem procede com justiça e retidão, sem extremismo suicida e sem paixão à ignorância.
Texto escrito por Leandro Flores
“Reflexão sobre o Poema”
O poema de Leandro Flores é um alerta contra os excessos ideológicos. Ao afirmar que “paixões ao extremo levam à perdição”, o autor traduz em versos aquilo que a política brasileira tem vivido nos últimos anos: uma polarização que transforma adversários em inimigos e reduz o debate público a trincheiras emocionais.
A crítica não se limita a um lado. Tanto direita quanto esquerda, quando levadas ao radicalismo, perdem a capacidade de dialogar e de construir soluções coletivas. O poema expõe esse risco com simplicidade e contundência, lembrando que a paixão política, quando desmedida, deixa de ser força transformadora e passa a ser veneno social.
No Brasil, a mensagem ecoa em cada eleição e em cada embate nas redes sociais. O texto de Flores funciona como espelho: mostra que o problema não está apenas nas ideologias, mas na incapacidade de reconhecer limites e cultivar tolerância. É uma poesia que se torna ferramenta de lucidez, convidando o leitor a refletir sobre o preço da radicalização.
Mais do que literatura, o poema é intervenção cívica. Ele nos lembra que a política deve ser instrumento de convivência e justiça, não de destruição mútua. Em tempos de extremismos, versos como esses são antídotos contra a cegueira coletiva.

Empreendedor, jornalista e CEO do @jornalcomarcapaulista, veículo comprometido com a informação de qualidade e o impacto social. Apaixonado por comunicação transparente e transformação coletiva, atua na interseção entre mídia, cidadania e inovação.








