Disputa pelo vice expõe fissura na direita
A corrida presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) ainda nem começou oficialmente, mas já revela uma batalha interna que pode definir os rumos da campanha: quem ocupará a vaga de vice.
Nos bastidores, duas forças se enfrentam. De um lado, o Centrão, que aposta na senadora Tereza Cristina (PP) como nome capaz de agregar musculatura política e ampliar alianças. Do outro, o núcleo mais ideológico e próximo ao senador, que vê em Romeu Zema (Novo) a opção de lealdade direta ao projeto bolsonarista, sem amarras a caciques partidários.
A divergência não é apenas sobre nomes: expõe a tensão entre pragmatismo e identidade. O Centrão busca ampliar a base eleitoral com uma figura de trânsito fácil em Brasília. Já os aliados mais “raiz” defendem que o vice seja um guardião da narrativa bolsonarista, sem compromissos externos que possam diluir o discurso.
Essa disputa mostra como a direita ainda tenta se reorganizar após o protagonismo de Jair Bolsonaro. A escolha do vice será mais que simbólica: indicará se a campanha de Flávio seguirá pela via da negociação política ou pela reafirmação ideológica.
No fim, a decisão não será apenas sobre quem compõe a chapa, mas sobre qual direita chegará às urnas em 2026 — a que busca alianças ou a que insiste na pureza de sua identidade.

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