Empresário Condenado por Aplicar “Voadora” em Idoso em Briga de Trânsito

Empresário Condenado por Aplicar “Voadora” em Idoso em Briga de Trânsito

Em um desfecho que traz um sopro de justiça para a comunidade de Santos, no litoral de São Paulo, o empresário Tiago Gomes de Souza foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado. O crime chocante, que tirou a vida do idoso César Fine Torresi, de 77 anos, ocorreu em junho de 2024 e deixou marcas profundas na família e nos moradores da Baixada Santista.

O Que Aconteceu no Dia Fatídico

No dia 8 de junho de 2024, na Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida, César atravessava a rua com o neto de 11 anos quando Tiago freou bruscamente seu carro. O idoso se apoiou no capô para não cair, mas o empresário saiu do veículo e desferiu uma voadora no peito da vítima, causando sua morte. O neto presenciou tudo, um trauma que afeta crianças e famílias locais até hoje.

Essa agressão gratuita por motivo fútil – qualificada pela Justiça como homicídio com recurso que impossibilitou a defesa – reflete preocupações crescentes com a violência no trânsito em Santos. Moradores da região sabem como pequenas discussões podem escalar, impactando vidas inocentes.

O Julgamento e a Condenação

O júri popular, realizado no Fórum da Barra Funda em São Paulo, terminou na madrugada de 14 de janeiro de 2026. Os jurados rejeitaram a tese da defesa de lesão corporal seguida de morte, condenando Tiago por homicídio qualificado. A pena foi agravada em um terço porque a vítima era idosa, e a juíza Patrícia Álvares Cruz determinou uma indenização mínima de R$ 300 mil aos herdeiros de César.

A família de César, representada pelo filho Bruno Cesar Fine Torresi, expressou alívio após anos de espera. “É um passo para a cura, mas nada traz meu pai de volta”, disse Bruno em entrevistas. Essa sentença reforça a importância de proteger idosos na sociedade, um tema caro à população de Santos, onde muitos idosos vivem e circulam diariamente.

Repercussões na Comunidade

O caso gerou comoção em Santos, com manifestações pedindo justiça durante a reconstituição do crime em junho de 2024. Tiago, que chorou no local e alegou transtorno bipolar, já tinha histórico de agressões. A denúncia do Ministério Público por homicídio qualificado e a manutenção do júri popular em instâncias superiores mostram que a voz da comunidade foi ouvida.

Para famílias da Baixada Santista, essa condenação é um alerta: violência no trânsito não pode ser tolerada. Iniciativas locais, como campanhas de conscientização, ganham força para prevenir tragédias semelhantes, priorizando a empatia e o respeito aos vulneráveis.

Enquanto a defesa recorre, a população espera que essa decisão inspire mudanças positivas, garantindo ruas mais seguras para todos.

Fonte: G1

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