Câmara faz balanço de audiências públicas realizadas no primeiro semestre

Câmara faz balanço de audiências públicas realizadas no primeiro semestre

Plenário Tiradentes recebeu 12 audiências até julho de 2026

O balanço dos primeiros seis meses de 2026 da Câmara Municipal de Osasco aponta a realização de 12 audiências públicas no Plenário Tiradentes. As discussões promovidas no período tiveram como eixos centrais o enfrentamento aos casos de feminicídio e a qualidade do atendimento oferecido pela Sabesp na cidade.

A convocação desses encontros partiu dos próprios vereadores, por intermédio das Comissões Permanentes do Legislativo. O intuito principal foi assegurar maior transparência institucional e incentivar o engajamento direto dos cidadãos nos rumos do município. As sessões serviram como um canal de mediação entre a comunidade, técnicos e gestores públicos, auxiliando no planejamento de novas políticas públicas e propostas de lei.

A preocupação do parlamento osasquense com a segurança das mulheres antecipou-se, inclusive, aos dados oficiais da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). O órgão estadual reportou que, entre janeiro e abril de 2026, São Paulo contabilizou 107 feminicídios — o índice mais alto para o primeiro quadrimestre desde o ano de 2018. Antecipando-se a esse cenário, a Câmara já havia liderado dois debates significativos sobre o assunto.

A primeira dessas reuniões ocorreu em março, contando com o depoimento de parentes de vítimas da violência doméstica. No mês seguinte, em abril, a pauta concentrou-se no desenho de ações práticas contra a violência de gênero, ocasião em que se defendeu a necessidade de trazer para Osasco uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) com funcionamento ininterrupto de 24 horas.

Outro ponto de forte demanda popular que ecoou no Legislativo foram as falhas no saneamento e distribuição de água. Motivados pelas queixas frequentes que chegavam aos mandatos parlamentares, os vereadores convocaram porta-vozes da Sabesp. A concessionária foi cobrada a dar explicações detalhadas sobre interrupções no fornecimento de água, problemas na rede de esgoto, oscilações atípicas nos valores das tarifas de consumo e o cronograma de obras que ficaram paralisadas pelo município.

Por fim, a agenda do semestre reservou espaço para quatro audiências dedicadas exclusivamente à prestação de contas das pastas municipais de Saúde e de Finanças, cumprindo as exigências vigentes na legislação. Focadas na aplicação das verbas orçamentárias e no respeito aos tetos previstos na Constituição, essas sessões cumprem o papel de auditar a gestão pública, facilitando a fiscalização por parte dos cidadãos e dos órgãos reguladores.

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