Empresário acusado de morte de gari já tinha histórico de agressões em Cotia

Empresário acusado de morte de gari já tinha histórico de agressões em Cotia

Além de responder por atropelamento em Minas Gerais, acusado possui denúncias de violência doméstica, uso irregular de arma e envolvimento em acidente fatal no Rio de Janeiro.

O caso envolvendo o empresário investigado pela morte de um gari em Minas Gerais continua revelando novos desdobramentos. De acordo com informações do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), o acusado acumula um histórico de episódios marcados por agressões, denúncias de violência doméstica e até mesmo a participação em um acidente fatal no Rio de Janeiro.

Segundo a investigação, o empresário já havia sido denunciado por agressões contra uma ex-companheira em Cotia, na Grande São Paulo. Em depoimento, a vítima relatou ter sofrido durante quatro anos abusos psicológicos e físicos, além de ameaças à própria família caso buscasse ajuda. Ela também revelou que o acusado maltratava animais de estimação e a impedia de trabalhar, utilizando chantagens como forma de controle.

Outro ponto destacado no processo é que ele teria feito uso de medicamentos sem prescrição médica e possuía uma arma de fogo sem autorização legal. Diante das agressões, a Justiça concedeu uma medida protetiva de urgência à ex-companheira. Para os investigadores, esse histórico poderá ser considerado como agravante no julgamento pela morte do gari.

O empresário também já foi citado em um boletim de ocorrência registrado no Rio de Janeiro, em 2003. Na época, ele conduzia uma motocicleta sem habilitação quando atropelou uma mulher em situação de rua, que não resistiu aos ferimentos. O acusado alegou que o acidente foi inevitável, mas admitiu não possuir a categoria necessária na CNH.

Na audiência de custódia realizada em 13 de agosto, o juiz responsável pelo caso decidiu manter a prisão preventiva. O magistrado ressaltou a gravidade dos fatos, a perseguição ininterrupta da polícia até a captura e o reconhecimento do veículo utilizado. Em sua decisão, classificou o perfil do acusado como “violento e desequilibrado”, afirmando que a gravidade do crime exige resposta firme da Justiça.

Apesar da defesa ter argumentado que o empresário é réu primário, possui bons antecedentes e residência fixa, o pedido de sigilo processual foi negado. O caso segue em andamento e poderá ter desdobramentos importantes nos próximos meses.

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