Chacina de Osasco e Barueri: 10 anos depois, famílias ainda esperam respostas

Chacina de Osasco e Barueri: 10 anos depois, famílias ainda esperam respostas

Maior chacina das ruas de São Paulo deixou 17 mortos em 2015. Uma década depois, investigações encerradas ainda não esclareceram totalmente o caso.

Em 13 de agosto de 2015, a região metropolitana de São Paulo presenciou o que se tornaria a maior chacina registrada nas ruas do estado: 17 pessoas perderam a vida e outras sete ficaram feridas em ataques coordenados nas cidades de Osasco e Barueri.

O episódio, que completou dez anos em 2025, permanece com pontos sem resposta, e famílias das vítimas ainda buscam justiça.

Segundo as investigações, os ataques ocorreram em um intervalo de pouco mais de duas horas, em oito locais diferentes, com o envolvimento de mais de um veículo e atiradores encapuzados. As autoridades levantaram a hipótese de que os crimes teriam sido cometidos por um grupo armado formado por agentes públicos, motivados pela morte de um policial militar e de um guarda civil municipal em dias anteriores.

Inicialmente, até 15 suspeitos chegaram a ser apontados. No entanto, apenas quatro foram denunciados, e apenas dois ex-policiais militares acabaram condenados. Eles cumprem penas superiores a 250 anos de prisão cada. Os outros dois acusados — um PM e um GCM — foram absolvidos após a anulação de um julgamento anterior.

As investigações também revelaram que as munições utilizadas eram oriundas de lotes das forças de segurança brasileiras, reforçando a suspeita de envolvimento de agentes públicos. Além da “chacina principal”, ocorrida em 13 de agosto, quatro dias antes houve uma série de seis mortes em circunstâncias semelhantes, episódio que ficou conhecido como “pré-chacina”.

Mesmo após o encerramento do caso na esfera criminal, familiares continuam lutando na Justiça para responsabilizar o Estado civilmente, alegando que os autores se beneficiaram de treinamento e recursos públicos para executar os ataques.

A memória do episódio segue viva em atos públicos e na luta das famílias, que, uma década depois, ainda aguardam por respostas completas.

Fonte: Ponte Jornalismo Fotos: Daniel Arroyo/Ponte

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