Chefe de gabinete do prefeito de Taboão da Serra é preso com placa falsa
Marco Roberto da Silva, conhecido como ‘Pastor’, foi preso em flagrante na tarde de terça-feira, 18 de fevereiro. A prisão ocorreu na rodovia SP-342, na altura da cidade de Águas da Prata, no interior de São Paulo.
O funcionário público, que aparece no site de transparência do município como chefe de gabinete do prefeito Daniel Plana Bogalho (União Brasil), foi abordado pela Polícia Militar de Minas Gerais. Ele dirigia uma caminhonete MMC/Triton Sport GLS AT com uma placa preta falsa que identificava o veículo como “001 – Poder Legislativo – Presidente”.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais desconfiaram ao ver a placa fora dos padrões legais. A equipe deu ordem de parada, que não foi obedecida de imediato, e acompanhou o veículo até o km 242 da rodovia, onde o motorista estacionou e foi abordado. A placa original do carro, que é de categoria particular e está registrada em nome de uma empresa, foi encontrada guardada dentro do veículo.
De acordo com os agentes, o próprio Marco Roberto da Silva informou que providenciou a colocação da placa falsa. Ele teria afirmado que utilizava a identificação para “desfrutar de livre circulação” e declarou que, na Grande São Paulo, seria comum o uso desse tipo de placa falsificada. O chefe de gabinete, que recebe um salário de R$ 15.500,00, também disse exercer o cargo de secretário municipal em Taboão da Serra.
Após consulta nos sistemas de placas pretas de São Paulo e Minas Gerais, a PM confirmou que a placa não era oficial nem estava cadastrada nos órgãos de trânsito. O delegado de Águas da Prata entendeu que houve o crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, previsto no artigo 311 do Código Penal, e decretou a prisão em flagrante. A defesa do servidor não foi localizada pela reportagem.
Segundo a decisão, a substituição da placa original “compromete a fiscalização e atinge a fé pública”. Marco Roberto da Silva foi encaminhado à Cadeia Pública de São João da Boa Vista. A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para investigar o caso.

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